À boleia do mundo #13 (Parte 1)

By Andreia Morais - agosto 15, 2015


Capítulo 13
Sexta, 15.08.2014


06h00: Tocou o despertador. Em cima do meu braço já tinha a Surbi, que hoje dormiu comigo.

Vou ter saudades desta peste pequena, que já bufa aos gatos maiores e que me morde constantemente os dedos, mas sempre na brincadeira. Vou cheia de lembranças dela. Quando a voltar a ver já estará enorme. É um amor! Ainda agora, enquanto escrevo, veio sentar-se ao meu colo. Vou ter mesmo saudades.

07h42: Malas no carro, despedidas feitas, está na hora do regresso. O caminho é longo, com algumas paragens pelo meio. Até um dia destes, Bragança.

(Bragança-Quintanilha-San Martín del Pedroso-Trabazos-Viñas-San Mamed-Alcocillo-Alcanices-Vivinera-Arcillera-Ceadea-Gallegos del Rio-Fornillos de Aliste-Fonfria-Serezale de Aliste-Villaflor-Ricobayo)

A vista para Ricobayo é linda.
Com esta paisagem até parece que estou no Alentejo. Quem me dera!

(Almaraz de Duero-El Campillo-Zamora)

09h28: Depois de darmos uma volta de carro por Zamora, paramos agora para visitar o centro histórico.

12h00: Terminamos a visita, mas não vimos tudo. Longe disso! O centro é um mundo dentro da própria cidade. As ruas parecem intermináveis e infinitas. E mesmo que não tenham muita coisa para ver são deslumbrantes, pura e simplesmente por causa da arquitetura. Visitei as igrejas, os jardins, o castelo - que parece a nossa Conímbriga, uma vez que lá dentro se vê as ruínas daquilo que, um dia, existiu naquele espaço. A biblioteca é incrível.
A praça maior é um encanto. E ainda que o meu pai goste mais da de Salamanca, acho que esta não lhe fica nada atrás.
Para visitar a Santa Igreja Catedral de Zamora paga-se. Até aqui nada fora do normal. Contudo, o que mais me incomodou foi ver num letreiro que se tinha que pagar um euro para tirar fotografias (sem flash). Fiquei incrédula, até porque nunca antes tinha visto algo assim.
Era preciso um dia inteiro para ver tudo, e o mais provável era não chegar, mas vi o principal. De seguida, fomos até à aldeia de Olivares visitar os três moinhos: La Primera, La Manca e La Rubisca. São lindíssimos por fora, mas visitar o seu interior é um sonho. Todos dedicados ao Douro, cada um tem um tema específico. Não são grandes, mas contêm vários detalhes para descobrirmos. O ultimo, na minha opinião, talvez seja o mais bonito. 
Atravessando a ponte de pedra, é possível visitar o Convento de San Francisco, ladeado pela Fundação Rei Afonso Henriques.
Zamora tem magia e prende-nos o olhar. Tudo vale a pena ver. E conhecer! E trago comigo mais um dedal para a coleção.



Continua...
(qualquer dúvida não hesitem, deixem nos comentários ou mandem por e-mail)

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7 comentários

  1. Gostei tanto desta pequena viagem *_*

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  2. É sempre tão bom viajar contigo. Espero que estejam a ser boas as férias.

    <3 Beijokaaaa!

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  3. Não conheço nada dessa zona, fiquei cheia de vontade :)

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  4. E a viagem continua enriquecida com um dedal para a colecção.
    Dê uma olhadela no meu mais recente blog e espero que goste.
    http://andarilharar.blogspot.pt/
    Um abraço e um fantástico fim de semana.

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  5. Que viagem gostosa Andreia, acordar com a Surbi pequenina, se enroscando.
    Pelo jeito, logo irão nos cobrar para respirar, se já cobram por fotos, está ficando tudo difícil.
    Você coleciona dedal? Nas viagens, sempre abastecemos nossas coleções...
    Tenha um excelente domingo, obrigada, abraços carinhosos
    Maria Teresa

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  6. Não conheço essa terra mas deve ser deverás fantástica pela maneira como descreves
    http://retromaggie.blogspot.pt/

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  7. Estou muito curiosa com as fotos desta viagem! Devem ser lindas :)

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